When I Get Home, quarto álbum de Solange, saiu nesta terça-feira (5) e leva a cantora de volta a uma Houston imaginada. Em entrevista à T Magazine no ano anterior, ela descreveu o processo como um retorno a uma cidade da mente.
A resenha da Pitchfork aponta que o disco não trata de reconstituir o passado de forma literal, mas de criar uma memória futura da cidade. Graves oscilantes saem de lajes fantasma, e sintetizadores e samples ricocheteiam por espaços vazios.
Três anos depois de A Seat at the Table, Solange deixa de lado a estrutura tradicional de canção e as letras cansadas do mundo para fazer um disco sonora e tematicamente ambíguo, mais livre e menos carregado pela expectativa de agradar um olhar branco. A produção e a escrita aparecem como centro do trabalho.
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