Imago Mundi, álbum de ZéVitor com selo La Tuna Music, saiu em 7 de fevereiro de 2025 com dez faixas e 31 minutos e 38 segundos. É o trabalho mais extenso do catálogo, o que faz dele também um balanço de quase uma década.
Quatro das dez faixas já existiam como singles: Até Me Perder, de 29 de julho de 2023; Deixe-me Ir, de 9 de agosto de 2024; Kintsugi, de 20 de setembro de 2024; e Santo Dia, de 18 de outubro de 2024. O álbum as coloca ao lado de seis inéditas, e a ordem escolhida transforma material disperso em percurso.
O título ajuda. Imago Mundi é a imagem do mundo, e o disco se organiza como um mapa: abre com Deixe-me Ir, passa por Simplesmente, Lira, ÍNEO, Nano Problema, Tempo e Raposa, e fecha com Kintsugi, o nome da arte japonesa de reparar com ouro. Sair, atravessar e consertar formam uma leitura possível.
O risco é o de todo álbum feito de singles. As faixas já conhecidas chegam com história própria e podem ofuscar as novas, que precisam sustentar a costura. Com dez faixas em 31 minutos, o disco não tem espaço para uma faixa-âncora longa, e a unidade depende mais da sequência do que de um tema declarado.
Ainda assim, Imago Mundi funciona como retrato de fase, não como álbum conceitual fechado. O acerto é assumir o single como capítulo e dar a ele um lugar. Para quem acompanha ZéVitor desde Cronológico, é o disco em que o catálogo começa a se ler como obra.
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