Petricor, primeiro álbum de Konai, saiu em 31 de maio de 2019 com 11 faixas e 27 minutos e 38 segundos, pelo selo Dmusic. O título é o nome do cheiro de chuva em terra seca, e o disco inteiro parece organizado em torno dessa imagem.
A estrutura é de faixas curtas. Intro abre com 2 minutos e 24 segundos; Pra Onde Eu Vou, a mais longa, chega a 3 minutos e 28 segundos; Quem Dera o Céu Tivesse Teu Sorriso fecha com 1 minuto e 48 segundos. São 11 canções em menos de meia hora, sem interlúdio longo.
O acerto é a escala. Konai não tenta fazer um álbum de estádio: cada faixa dura o tempo de um pensamento, e títulos como Tarde pra Voltar, Te Vejo nos Meus Sonhos e Não Pense Que Eu Não Te Quero mantêm o tom de conversa interrompida.
O limite é a repetição de fórmula. Com 11 faixas curtas, algumas soam como esboços que terminam antes de virar canção, e a unidade vem mais do clima do que de uma progressão. O disco não tem um centro dramático, e a faixa-título, Petricor, passa rápido demais para funcionar como eixo.
Ainda assim, é uma estreia coerente. Petricor escolhe atmosfera em vez de hit, e o single seguinte, Perfume, com Kamaitachi, mostraria que essa melancolia podia dialogar com a cena de histórias cantadas. Para quem chega agora, é o ponto de partida lógico.
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